sábado, 11 de abril de 2009

A distância é como o vento: apaga o que é pequeno e aumenta o que é grande

Era uma vez, uma rapariga e um rapaz. De mundos diferentes, pessoas diferentes... Esta rapariga atravessava uma fase difícil da sua vida quando o conheceu. Julgava ter perdido para sempre a amizade de duas pessoas que muito estimava e sofria pela perda de uma grande paixão.
Quando se conheceram, a sua única forma de comunicação eram as palavras escritas, em frente a um ecrã... Uma grande distância os separava... Contudo, isso não foi, de forma alguma, impedimento para que entre eles nascesse uma grande amizade, uma grande confiança.
Tornaram-se confidentes. Aos poucos, algo mais que amizade surgiu. Paixão? Amor? Na altura seria difícil dizer ao certo. Mas heis que uma paixão do passado desse rapaz retorna. O que sentiam um pelo outro teria de ser mantido em segredo, talvez até esqecido.
Ela tentou, tentou esquecer o sentimento que florescia no seu coração, um sentimento que começaram como uma botão de rosa e se viria a tornar numa bela rosa em flor. Mas cada uma dessas tentativas eram falhadas. E ele sentia o mesmo, tinha o seu coração dividido entre duas pessoas, amava ambas.
O tempo passava, esse sentimento crescia em cada um deles, tal como a amizade e confiança cresciam cada vez mais. E, como se diz, "quanto maior é o sentimento, maiior é o sofrimento". Ela sofria cada vez mais a cada dia que passava por não o poder ter. E, no seu íntimo, sabia que no fundo ele também sofria.
Tiveram os seus altos e baixos. Choravam juntos. Riam juntos. Magoavam-se, embora não intencionalmente. Zangavam-se. Discutiam. Mas no final, havia sempre um modo de resolver tudo porque tudo o que eles ansiavam era poder terem-se um ao outro.
Um dia, o que essa rapariga desejava diariamente secretamente no seu coração acabou por acontecer. Ele estava livre para que ela o podesse amar sem segredos. Fora uma espera longa e difícil. Mas ela foi paciente, e embora pudesse ter desistido dele em várias ocasiões, não o fez.
Iam finalmente poder estar juntos, após um ano e oito meses desde que se haviam conhecido. Mas algo não correu como esperavam. Ele queria estar com ela. Mas havia algo que ela precisava saber antes de poderem estar juntos. Ele revelou-lhe o que lhe escondera e nunca tivera coragem de assumir, por medo de a perder. Ela tentou compreender, focou as suas energias nisso, mas cada vez era mais incompreensível na sua mente. Só se questionava "Porquê?".
Ela tornou-se mais fria com ele. Mais distante. Estava magoada. E isso magoava-o muito. Ele tinha feito tudo com a melhor das intenções, mas o que mais temia acontecera. Sofreu muito com a reacção que ela estava ter.
Esse rapaz tinha um problemade saúde. Sentimentos negativos como a raiva, a tristeza poderiam fazer esse problema vir ao de cima e poderiam ter a pior das consequências. Um dia, no meio de tantas zangas e discussões esse problema fez com que ele estivesse em risco. O seu corpo estava fraco, não iria aguentar com mais problemas.
Ela chorou, chorou muito, pois não o queria perder. Não assim. Não por culpa dela. Felizmente, ele recuperou. Com calma, com tempo, as coisas entre eles voltaram ao que eram. Ela estava decidida a esquecer as coisas más.
Recuperado e bem de saúde, eles começaram a fazer planos para estarem juntos. O que tanto ansiavam ia finalmente ter lugar.
Ele foi visitá-la à sua cidade. Assim que saiu do comboio, ela correu para os seus braços. Abraçaram-se, um abraço forte. O primeiro contacto físico. Daquele amor que havia florescido tanto tempo secretamente, nasceu o primeiro beijo à luz do dia. Ela tremia. Não conseguia acreditar... Ele estava ali... Com ela... Parecia surreal...
O tempo que permaneceram juntos, ela mostrou-lhe tudo o que se ia lembrando que a cidade tinha de mais bonito. No primeiro dia que passaram juntos surgiu a pergunta que ela tanto desejava ouvir. Ela disse sim, aceitou o seu pedido.
Nesses dias que passaram juntos, ela pôde confirmar o que já sabia. Era amor. Amor puro, forte, arrebatador. Foram os dias mais maravilhosos das suas vidas. Mas, nada é eterno. Essa visita iria acabar por ter o seu fim.
E esse dia chegou. Ela fez tudo por tudo para não chorar. O céu parecia chorar por ela, por ambos. Era a despedida. Foi difícil. Mas ambos saberiam que mais uns meses e voltariam a estar juntos. Estiveram juntos até ao último segundo.
Ela viu o comboio partir, levando-o para longe. Olhou até perder de vista o seu amor. Quando virou costas, os seus olhos encheram-se de lágrimas. Mas ainda assim sorria. Ele deixara-lhe as melhores memórias que alguma vez o amor lhe poderia dar.
Hoje, apesar de distantes, eles são felizes. Ela sente que pode conquistar o Mundo, chegar onde quiser. Ambos contam os dias até ao reencontro.
"Distance makes the heart grow fonder"

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Divagações

O que aconteceu? porque muda tudo tão rápido? Num momento, tudo muda. Basta um olhar, um gesto, uma palavra. Cumplicidade. Atracção. Sorrisos... Toques, abraços.
Num momento desejamos a companhia. Estamos sós. Noutro momento, o Mundo nos rodeia. Estamos sobrecarregados. Achamos que sabemos o que queremos para nós mesmos. Mais cedo ou mais tarde, vemos que nada sabemos.
Se o quis. Se o chamei. Se o desejei. Agora já nada sei. Se o sol da felicidade nos ilumina e aquece, também a chuva da tristeza cai sobre nós.
Somos efémeros, somos eternos. Vivemos temporariamente esta vida terrena, experimentamos o bem e o mal. Escolhemos um caminho, certo ou errado. Aplaudem-nos e julgam-nos. Celebram-nos e condenam-nos. Vivemos e morremos. Passamos então a viver a "outra" vida. Mas, eis que retornamos à vida terrena. Alma despedaçada em dois pedaços destinados a encontrarem-se, unirem-se e jamais se separarem senão para retornar à "outra" vida.
Confuso? Muito. Sem sentido? Mais ainda. Loucura? Provavelmente. Divagações? Certamente.

[sob o efeito de uma droga conhecida como "Valium"]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Vive

Pára!
Fecha os olhos e ouve...
Agora escuta...
Sentes?
Não, não abras ainda os olhos,
Escuta mais um pouco,
Sem pressa...
Agora, abre os olhos.
Olha à tua volta...
Observa...
Consegues ver?
Sentes?
Toca...
Aprecia cada pedaço desse toque...
Com calma...
Sentes?

Não deixes nunca de sentir.
Não deixes nunca de olhar para ver.
Não deixes nunca se ouvir para escutar.
Não deixes nunca de tocar para apreciar.

Não deixes nunca de sentir.
Não deixes nunca de viver a vida.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ser Feliz

"É assim, claro que tu és bonita, e tudo isso que já ouviste 100000 vezes, mas o que é mais importante é que cuides bem de ti, nunca te esqueças do quão especial realmente és e, enfim, seres feliz. "

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Citação

"Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo." - Pitágoras

sábado, 27 de dezembro de 2008

Apenas para que saibas

Houve uma só coisa que desejei este Natal. Não desejei presentes. Apenas desejei-te aqui comigo. Desejei receber um abraço teu, um simples abraço teu. Desejei-o, tal como o desejei em tantas outras alturas.
Apenas para que saibas, foi e é o teu abraço o que mais anseio nos momentos de solidão. Se as lágrimas caem, são os teus braços a envolverem-me que mais quero nesse momento. É esse teu abraço, esse teu calor que desejo, para que leve a tristeza para longe.
Apenas para que saibas, o teu abraço é o único desejo que pedirei na noite de mudança, na noite que renovará as esperanças, sonhos e desejos. Nessa noite, renova-se a minha esperança de poder estar contigo, renova-se o meu sonho de ter na minha vida e renova-se o desejo do teu abraço.
Apenas para que saibas.

sábado, 4 de outubro de 2008

Procuro

Procuro-te em cada movimentada rua em em cada solitário trilho. Procuro-te na confusão da cidade e na calma da Natureza. Procuro-te à clara alvorada e ao sombrio crepúsculo. Procuro-te na luz do Sol, procuro-te na sombra da Lua, tal como te procuro na suavidade das brancas nuvens do céu e no intenso brilho das estrelas do Universo. Procuro-te nas margens dos rios, procuro-te à beira-mar.
Procuro-te. Onde estas que não te encontro? Subo as mais altas montanhas tentando que a minha vista te alcance. Ora te consigo avistar, ora nao te vejo em lado algum. Estás em todos os lugares e em lugar nenhum. Conheço-te como ninguém te conhece e também não sei quem és.
Não te encontro, mas continuo a procurar-te. Procuro-te para te rever e para te conhecer.
Procuro-te, apenas porque te procuro.